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Um pedido para o futuro

Essa semana começou meu inferno astral. De antemão já rezo e peço, a todas as entidades, santos e deuses, antigos ou novos. Acendo incensos, faço promessas e orações, peço que o mesmo vento que te trouxe, não leve embora.

Peço que a pressa não nos traia, não atraia nenhum desfecho, nem desfeche as portas que impedem que os monstros nos alcancem. 

Peço que a tempestade não dure tanto, e que, mesmo tonto, cambaleando, eu não caia, nem derrube você. Me dê a mão e vamos. E que consiga sempre entregar a melhor versão de mim.

Peço proteção, segurança e afago caso algo dê errado, e que eu possa entender como as coisas tem que ser, como elas são, ou como foram. E falando no que foi, peço também que os traumas não nos achem no meio do caminho.

Peço que as madrugadas não terminem, e reste muito tempo para aproveitarmos um pouco mais, enquanto não chega o sono, nem a vontade ou necessidade de ir embora.

Peço que a memória não me tire essas lembranças. Do cheiro, voz, sussurros, textura da pele, o beijo, os lábios, o abraço, os momentos, sorrisos compartilhados, os arrepios e suspiros dados.

Ah eu peço tanto! Peço que não estejamos errados, nem lentos ou apressados. Que tudo se resolva sempre facilmente, que a gente aprenda, não se prenda e sempre supere os pormenores. Mas que não haja pressão, para que cada erro se cumpra de acordo com o seu próprio propósito.

Sim, eu peço muita coisa, pois muito não depende só de mim, tampouco só de você. E sendo assim, dependentes de todo o acaso, destino, de astros, deuses, o universo, ou seja lá o que nos guie, seguimos pedindo um montão de coisas mais. Mas de todos os pedidos, o teu sorriso mais uma vez (e outra, e outra, outra, outra e...) já me parece a melhor pedida de todas.

Peço por mim, por você, por nós, por tudo que existe. Pelo ontem, pelo agora, mas principalmente para o futuro, pois é lá que está o resultado da nossa soma, de tudo o que somos quando estamos juntos.

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